Sábado, 28 de Setembro de 2013

Algumas imagens da inauguração da Casa Mortuária da Serreta a 27/09/2013, sexta-feira, pelas 18:30

 

 


Peço desculpa pela pouca qualidade da imagem mas antes é o que consegui editar com os meus parcos recursos tecnológicos. Há de haver quem tenha melhor imagem para facultar.

O que interessa deixar presente é todo o evoluir de uma freguesia cuja população é pouca mas com grandes valores que lhes legaram os antepassados que se hoje estivessem vivos ficariam orgulhosos de ver a "sua" Serreta ter, finalmente, o que muito os teria gratificado na hora da despedida eterna. Em vez de recorrer a outros edifícios fora da freguesia, hoje já têm um espaço multifacetado para receber e guardar o que os populares vão deixando na sua passagem terrena. Urge repensar atitudes e algumas formas de pensar que em muito prejudicam a vivência terrena. Dê-se valor a quem o merece e sobretudo a quem, seja como for, deu o seu contributo com mérito à freguesia onde nasceu. Sérgio Cardoso deu doze dos seus anos para que a Serreta tivesse o possível e impossível dada a escassa população.

Merecem também os maiores louvores os nossos emigrantes, cuja naturalidade está registada como serretense. Para eles fiz esta edição de imagens para também agradecer toda a sua contribuição para que a "sua" Serreta seja sempre um altar de romaria, de fé, de importante ponto de encontro de tantos e tantas que no meio de tormentas recorrem à Mãe que lhes dá sempre o tónico para a vida ou para aceitar o que por vezes é o caminho para a eternidade.

Bem-haja as crianças que serão os homens de amanhã e peço-lhes que zelem pelo que os seus pais e avós lhes conseguiram deixar como herança gratificante com o suor dos seus trabalhos e alegria da sua identidade.

Bem-haja todo aquele que mesmo não concordando com isto ou aquilo, no fundo, sente que é ali que passam as últimas horas de uma despedida que ficará na memória conjunta. Quem me dera que todas as pessoas das nossas freguesias pudessem estar assim felizes por obra feita como eu, pese embora não residir na minha original, estou por ver a Serreta ir contando na realidade regional dos nossos queridos Açores.

Fica assim o meu testemunho de amor pelo que vejo de bom ser construído com arte, valor e amor.


 

Meu amor teve uma faceta
Que foi minha capital
Ter nascido na Serreta
Foi um lírio especial.

Foi lá que me ri primeiro,
Foi lá que também chorei,
Entre o denso nevoeiro
Foi lá que ressuscitei.

Por isso a bela rosa
No bico de alva ave
No meu peito já repousa
Me fechará sem ter chave.

Adoro as nossas flores
Nas coroas ou nos ramos
São como versos de amores
Que, enfim, por cá deixamos.

Rosa Silva ("Azoriana")
2013/09/28
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publicado por Azoriana às 15:00
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nota de abertura

Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos, já publicados no blog original "Azoriana / Açoriana".
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.
in DI Domingo. Foto de António Araújo

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