Sábado, 30 de Maio de 2015

Serreta em rimas (e cores) - 2015/05/30 a lembrar 2004/05/30

PARTE I
1
Benzo-me p’ra começar
A ladainha dos versos;
Ao Sacrário vou rezar
P’ra que eles sejam diversos.
2
Pensando, na minha cama,
Já o sol ia bem alto,
Com um sonho pela rama,
À Serreta dei um salto.
3
E com o livro na mão
Do bom Pedro de Merelim
Deixei-me ir na descrição
Desde o começo ao fim.

4

”Um sorriso do Bom Deus
Alegrou torva paisagem”
Estes não são ditos meus
Mas senti-os na passagem.

5

Vivi lá minha infância
E também a juventude,
Garanto que a distância
Traz saudades amiúde.

6

Pese embora os nevoeiros
Que assombram a freguesia
’Inda se veem terreiros
Na melhor parte do dia.

7

E ao som das badaladas
Que reuniam as gentes
Muitas palmas foram dadas
Nas festas sempre presentes.

8

Paredes, de pedra solta,
Deram lugar ao cimento
Nas casas ali à volta
Há o capricho do momento.

9

Na fé e prosperidade
Assentou esta freguesia;
Era eu de tenra idade
Tive uma grande alegria.

10

George Pompidou passou
Numa grande caravana
A Estalagem o hospedou
Na triunfante semana.

11

Neste lugar pitoresco
Propício à solidão
Tranquilo e muito fresco
Fez da lenda devoção:

12

Um padre de muita idade
Fez na Canada das Vinhas
Nascer a solenidade
Por entre ervas daninhas.

13

Refugiou-se com a Imagem
Da Virgem Nossa Senhora;
Prestou sua vassalagem
Pelo milagre d’outrora.

14

Ao século dezasseis
Remonta tosca ermida
Mas com a força dos fiéis
Sua Igreja foi erguida.

15

Mas foi p’ras Doze Ribeiras
Que a Senhora foi levada
Sem padre e sem maneiras
Da capelinha foi retirada.

16

Foi na zona do Queimado
Bem pertinho do Farol
Que aquele ser exilado
Via a Virgem e o sol.

17

Naquele santo esconderijo
Onde a Virgem se aninhou
Trouxe a fé e o regozijo
A quem dela mais se abeirou.

18

E nas margens da ternura
E nas flores de Maria
Paraíso de verdura
Fez surgir a romaria.

19

Desde então idolatrada
Como Nobre Padroeira
Na Serreta deu entrada
Vai além da ilha inteira.

20

São Jorge era o Orago
Da Igreja que a resguardou
Para tantos o afago
E a quem votos lhe prestou.

21

”Irmandade dos Escravos”
Foi assim reconhecida
Nos seus votos foram bravos
A promessa foi cumprida.

22

Padre Silva Figueiredo
Livro da Irmandade lavrou,
Do voto não fez segredo
E tudo mais se registou.

23

De Curato a Freguesia
No reinado de D. Luís
A Igreja se concluía
Com D. Carlos mais feliz.

24

  1. Luís quem governava
    Os destinos da Nação
    Na Serreta se cantava
    Uma grata oração:

25

”Oh Glória da nossa terra
Que tens salvado mil vezes
Enquanto houver portugueses
Tu serás a salvação”.

26

E no último reinado
Entra o rei D. Manuel
Dom Carlos assassinado
Finda assim o seu papel.

27

Doze anos a construir
O Templo alicerçado
Para em Agosto abrir
Ao culto abençoado.

28

Das esmolas decorrentes
E das preces atendidas
A matriz do povo crente
Vê suas pedras benzidas.

29

De Angra vinham romeiros
Para a “Sintra terceirense”
Com amigos hospitaleiros
Na estadia serretense.

30

Continuavam amigos,
Por muitas e boas festas
E desde os tempos antigos
Há amizades como estas.

31

Um centro de veraneio,
Que acolhia os Angrenses,
Cediam-lhes, com asseio,
As casas e seus pertences.

32

Imenso bouquet de flores
Tinge o Pico da Serreta
Lindo jardim de amores
Num cenário vedeta.

33

Numa moldura de graça
Aquelas flores humanas
Que veem toiros na praça
Ao tom das festas profanas.

34

Variedade de tons
Num quadro surpreendente
A natureza tem dons
Que cativa toda a gente.

35

Século e meio já fez,
A subida a freguesia
Logo no primeiro mês
Do Curato então saía.

36

Mais antiga do torrão
É também a Filarmónica
Que enfeita a Procissão
Numa alegria histórica.

37

Igreja em Centenário
Agosto – dois mil e sete -
Subiu a Santuário
Muito mais se lhe promete.

38

Ó nossa Mãe tão querida
Rainha de Portugal
Amar-Te-ei toda a vida
E Teu Filho por igual.

39

Sua porta sempre aberta,
Para o povo peregrino;
Sua Graça nos desperta,
O amor pelo Divino.

40

Na moldura deste verso
Mudo agora de assento
Bendita Mãe do Universo
Vou seguir noutro momento.

PARTE II

41

No sopé da fina serra
Estendida aquém-mar
Fica um bom naco de terra
O mote deste rimar.

42

O teu toque matinal
Num oásis de chilreios
É um dom celestial
Que alegra os nossos meios.

43

És a doce freguesia
Do folar e da rosquilha
Pão alvo na flor do dia
Que chama o resto da ilha.

44

Princesa do noroeste
Sonhando com a cidade
Belo berço que me deste
P’ra cantar com mais saudade.

45

Serreta tão pequenina
E de encantos tamanhos
Em cada ponto ou colina
O fulgor dos teus desenhos.

46

Em frente à Casa maior
Que nada fará ruir
Faço vénias ao Senhor
P’ro meu canto descobrir.

47

Santuário da Serreta,
Onde brilha a Padroeira,
Em Setembro na praceta
Brilha de outra maneira.

48

É na sua Procissão
Pelos arcos coroada,
Que se cumpre a missão
Para que foi destinada.

49

Destinada para amar
E também p’ra ser amada,
Quando volta ao Altar
É, por todos, aclamada.

50

Pelo caminho que passa
Abençoa todo o Povo
Quando dá a volta à praça (*)
Seu rosto brilha de novo.

51

(*) A praça daquele Pico
Que dá feriado à ilha
Um postal que lhe dedico
Colorida maravilha.

52

Um sorriso p’ra ex-Escola
Outro p’ra Sociedade
E p’ra outra portinhola
Casa do Povo e Trindade.

53

Em Outubro, Escola fecha,
E vão p’ras Doze Ribeiras,
Ainda há quem se queixa,
E dá-lhe negras bandeiras.

54

O luto do coração
É o que mais ali se sente
Fecha-se mais um portão
Cada vez falta mais gente.

55

Trindade é na Despensa
P’ro pão, vinho ou Bazar:
Espírito Santo a crença
Que bendiz este lugar.

56

A Junta de Freguesia
De Bandeiras enfeitada
Mérito e honra no dia,
Da casa muito estimada.

57

Mas eu tenho cá p’ra mim
Que depois do belo Império
Lança sorrisos sem fim
Ao mar e ao cemitério.

58

Cemitério centenário
Já tem Casa Mortuária
Dois mil e treze, o cenário
Entra na rota diária.

59

E p’ra jamais esquecer
A estreia desse “salão”,
Logo uma flor viu morrer
Tanto se chorou então.
60

Quase dois meses se contavam,
Pela porta ter aberto
Tantas lágrimas brotavam
Pela vizinha de tão perto.
61

Mas quem na terra faz bem
A morte não tira nada
Foi p’ra junto da sua Mãe
Pois na terra somos nada.

62

Agora eu vou voltar
A sorrir para Maria
Enquanto puder rimar
Rimarei pelo seu dia.

63

O Sorriso de Maria
Encanta qualquer paisagem
E nas lágrimas do dia
Emoção e homenagem.

64

E na senda da lembrança
Faz-se outra caminhada
Recordando a Briança
E cantadores na estrada.

65

José Fagundes “Palhito”
Por ser de casta pequena
Na percussão favorito
E na rima que lhe acena.

66

Presente na cantoria
Do Pezinho, mais o Simões,
Na Briança que seguia
O ritmo das procissões.

67

À frente, vão enfeitados
Os bezerros das promessas
Atrás muito animados
Os cantadores sem pressas.

68

O Simões do Porto Judeu,
Dá um ar da sua graça
Esse dom que Deus lhe deu
Está na rima que abraça.

69

Um espírito que impera
Junto à maior divindade
A seguir à primavera
Vem a flor de caridade.

70

É assim que eu te vejo,
Freguesia dos meus avós,
Agora nasce o desejo
De selar os nossos nós.

71

Com nossa Banda tocando
Melodias de outrora
A natureza vibrando
Com gente que vem de fora.

72

Que passam pelo caminho
Não importa o transporte
Doze Ribeiras e Raminho
Ladeiam a nossa sorte.

73

Da Fajã até à Mata
E na Ponta do Farol
Verde e azul só desata
Se a nuvem cobre o sol.

74

É na Ponta do Queimado
Que se ergue o tal Farol
Deixa o mar iluminado
Na despedida do sol.

75

Lugar bom para pescar
Muito alto nestas bandas
Mas também pode matar,
Porque ali não te comandas.

76

De resto é o paraíso
Que reina em terra e mar
É de perder o juízo
Tanto, tanto recordar:

77

Fontenário da Mata
”O Velho” junto da Igreja
De outras bicas ando à cata
E mais chafarizes eu veja.

78

Do Alves como lhe chamam
Mais um da praça de touros
Do Gaiteiro e Negrão vinham
As águas dignas de louros.

79

Terreiro e nos Biscoitos
Vala, Canada das Lapas,
Chafarizes eram oito,
E outras torneiras captas.

80

Fonte na fenda de lava
- Dizem de água azeda -
À beira-mar se quedava
E perigosa se queda.

81

No mirante a Estalagem,
Lá no alto a Lagoínha
E p’ra quem vem de passagem
O Altar da Mãe Rainha.

82

E n’“Aldeia dos Macacos”,
Onde em julho há tourada,
Se alguém fica em cacos
É pela festa animada.

83

Gente amiga e ordeira
Que guardo no coração,
Um Cantinho da Terceira
Que merece esta ovação.

84

Importa ainda cantar
O povo da freguesia
Quem foi e quem quis ficar
No rasgo de cada dia.

85

A Serreta me desperta
Um sorriso de ouro fino
A saudade quando aperta,
Solto o verso peregrino.

86

Minha mãe quando me inspira
Sinto o amor da Serreta
P’la fé na Mãe não me admira
Que esse amor não derreta.

87

Dos Milagres conhecida
Sem pecado original
Louvo-A, ó Mãe querida,
Por todo este ideal.

88

E quando por lá passares
Podes tirar o teu chapéu
Brilham foguetes p’los ares
A honrar a Mãe do Céu.

89

Na verdade deste verso
Fecho agora o assunto
Bendita Mãe do Universo
Agradeço este conjunto.

PARTE III

90

Para quem vai à Serreta
Da frescura não desata
E onde quer que se meta
Acaba sempre na Mata.

91

À Mata vou de passeio
De encontro à natureza
O verde reveste o meio
O azul dá-lhe pureza.

92

É centro de veraneio
P’rós de cá e os d’além
De certeza tal passeio
Nunca faz mal a alguém.

93

Tanta gente ali passou
E levou-a na lembrança
E nos versos me inspirou
As raízes de criança.

94

O antigo fontenário
Não escapa aos olhares
Quando viras ao contrário
Tens o Raminho e Altares.

95

À frente casa de abrigo
Noutro tempo importante
Ao lado teto amigo,
P’ro momento repousante.

96

Baloiços e escorregas
P’ra gosto da pequenada
Ao prazer tu não te negas
Duma boa petiscada.

97

Coroadas de chilreios,
As folhas desta pureza,
Os sentidos ficam cheios
De cantares e da beleza.

98

Na ilha é um tesouro
O Farol lá bem na Ponta
Com vista do Miradouro
Que da terra ao mar aponta.

99

No nicho Nossa Senhora
Que protege o caminhante
Outra veio noutra hora
Trazida p’lo viajante.

100

Tosca Capela na Canada
Perto da rocha e do mar
Para as Doze foi levada
Para melhor se aclamar.

101

Duas ermidas e Igreja
Abaixo da atual,
São Jorge bem lhe deseja
Nas Doze, foi ideal.

102

Mas o sonho da Rainha
Nossa Mãe e Santa Virgem
Nesta tese que é minha
É voltar sempre à origem.

103

Façam vénias à Senhora,
Quando forem ao Raminho
Presente a qualquer hora
Nesse nicho do caminho.

104

Um adeus ao povo amigo
Que ama a Cantoria
É um cantar já antigo
Mas que tem sempre valia.

105

Quem dera que o Pavilhão
Da pequena freguesia
Fizessem folia então
Com cantares da alegria.

106

Cada cantador convidado
Com vontade, sem vaidade,
Como quando foi lançado
“Serreta na intimidade”

107

Um livro que é primogénito
Na escrita de rima sã
Ficou sendo benemérito
Da Estrela da manhã.

108

Luís Bretão apresentou,
Luís Nunes fez brilharete,
Liduino Borba muito ajudou
No içar deste foguete.

109

Um foguete de cultura,
Como tantos já tem dado;
Fagundes Duarte a ternura
No Prefácio doado.

110

Escrita de Victor Rui Dores
Veio da ilha do Faial
P’ra Terceira dos Açores
Ter no livro bom final.

111

A Serreta ainda merece
Tudo isto e muito mais
Dela a gente não esquece
Basta olhar os postais.

112

Desde o mar até à serra
Há uma valsa de cores
Para embelezar a terra
E livrá-la de mais dores.

113

Tanta gente que visita
A freguesia milagrosa
Sobretudo quem acredita
Na Santinha tão formosa.

114

Se a olhares de lado
Conforme o teu parecer,
Verás um choro quebrado
Noutro alegria de te ver.

115

E nas flores de Maria
Que também servem a Coroa
Há a alva alegria
Do perdão que nos ressoa.

116

Duas do Espírito Santo
São Coroas com tradição,
Uma dá ouro ao canto
Outra canta a devoção.

117

Quem já partiu me dizia
Que elas tinham sua zona
P’ra cada lado da freguesia
Cada uma tinha “dona”.

118

Isso hoje não se opera
Julgo eu foi esquecido;
Interessa é quem a espera
Tenha pelouro merecido.

119

As inocentes crianças
Merecem ser coroadas
Com graça e esperanças
De alvura enfeitadas.

120

Ó Serreta és tão bonita
Inspiras o meu cantar
Neste abraço, acredita,
Meu amor te quero dar!

PARTE IV

Serreta, estrelinha

121

A Serreta é marcante
Para todo o caminhante
Que por lá passou ou passa.
Fica na recordação
A boa aceitação
Da Virgem Cheia de Graça.

122

Dr. Francisco Oliveira
Das Fontinhas, da Terceira,
Registou prosa poética
Logo a seguir ao primeiro
Dia do mês de Janeiro
Ano dois mil, com ética.

123

Seguiu com olhar atento,
Todo o bom envolvimento
Que rege uma romaria;
Desde os tempos mais antigos
Faziam-se grandes amigos
No rumo à freguesia.

124

Era tamanha a alegria
Que ali se aprendia
Deixando uma saudade;
Era doce a juventude
Que repleta de virtude
Plantava sua amizade.

125

As carroças noutra altura,
Numa viagem segura,
Ornavam o ar de festa;
De cantigas enfeitadas,
Tingidas pelas toadas,
Que um sorriso apresta.

126

Meu Deus, como é bom lembrar,
Os poderes daquele Altar,
Que atrai um mar de gente;
Romeiros da alvorada
Faziam a caminhada
Da promessa repetente.

127

Tomavam a refeição
Num ponto de eleição
Para forças recuperar:
São Carlos foi a primeira
Que o Dr. Oliveira
Resolveu retemperar.

128

Outrora os viajantes
Na coragem dos semblantes,
Tinham pontos de paragem:
Era a massa sovada
Vinho e festa animada
Que sortia a viagem.

129

O pico e sua praça
Que perfuma quem lá passa,
É centro de atenções;
Lembrava lápis de cores
Nos verdes ramos pintores
D'alegres recordações.

130

O povo de toda a ilha
Que a romagem partilha
Nunca mais dela olvida
Se junta a devoção
E ventila a oração
Tem ali santa guarida.

131

Sábado da Tradição,
Domingo da Procissão
Ao crente a alma inflama;
O sorriso da Senhora
Já vem dos tempos d'outrora
E para quem muito a ama.

132

Dos Milagres, a Rainha
Da Serreta, do «estrelinha»
Que na encosta da serra
Faz o ninho florestal
E atrai mais pessoal
À beleza que encerra.

133

Há quem ainda não viu
Esse pássaro sadio
Pelos ares da natureza;
É pequeno nesse maciço
De verdura ao serviço
Desse padrão de beleza.

134

Terreiro do Azevinhal,
Pico do Negrão central
E o Pico da Lagoínha,
São terceto deslumbrante
Para qualquer visitante
Cuja volta se adivinha.

135

Julgo que o Cedro do Mato,
Fica bem neste retrato,
De verde a perder de vista;
Fetos, Tamujo e Louro,
Folhado, Negrito são ouro,
Numa capa de revista.

136

Quem nos conta tudo isto,
Merece de Jesus Cristo,
Cristalina recompensa;
Nasci lá e nunca fui
Ao altar que em campo flui
Numa verdura imensa.

137

Sonho com a Lagoínha
Num dia de manhãzinha
Com a aurora a crescer;
O trilho sendo rupestre,
Íngreme encosta terrestre,
Gostava de conhecer.

138

Urge guardar pensamento,
Que dedico ao povo atento
À lendária ravina:
Tromba-d’água a cavou
E seus pés a Mãe lavou
Na contemplação divina.

139

A água além ficou
E também não transbordou
Embelezando o local:
O «estrelinha» é residente
Que ali vive contente
Cantando seu ideal.

140

Dr. Francisco Oliveira
Se estiver na Terceira
E voltar àquele encanto...
Pergunte então por mim
Para que no seu jardim
Preserve as rimas que canto.

141

Canto à Virgem Maria,
Que a seguir ao seu dia
Tem brava Segunda-feira;
Ela gosta de Tourada
Com a praça adornada
Da folga da ilha inteira.

142

E nasceu o novo plano,
Santuário Mariano,
D'Imagem original;
É centro de santidade
Do emigrante saudade
Quando dali natural.

143

Serreta, terra de encanto,
E dela gostamos tanto,
Mesmo antes do que lembro;
Todo aquele que é natural
Honra o santo portal
Na dezena de Setembro.

144

Avé, ó Cheia de Graça,
Livrai-nos da ameaça
E dos perigos mundanos;
Abençoa os pecadores
Que no auge de suas dores
Se rendem aos santos planos.

145

Ó Santa Virgem Maria
És a Mãe da Romaria,
És amparo das nações,
És a Mãe do Sacramento,
Da Serreta e do talento
Que povoa os corações.
És rainha imaculada
De Jesus, Mãe adorada
O Mistério universal
És uma flor dos Açores
És a fonte de valores
Rainha de Portugal.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Nota: Escrito em diferentes datas mas publicado a 30/05/2015, o dia que faz onze (11) anos da Coroação da minha irmã Humberta Maria Correia da Silva. Que este escrito seja pela alma da nossa mãe que queria uma Briança na Função de 30/05/2004, quando já era falecida (2003/10/28).

Que este seja considerado um sinal do seu amor à Serreta, à Senhora dos Milagres, à família e, sobretudo, às filhas Rosa Maria Correia da Silva e Humberta Maria Correia da Silva.

 

INSPIRAÇÃO DO DIA

Se és santa minha mãe
Seja esta mais uma prova
Para quem te queria bem
Esta escrita não é nova.

Traz o amor à Serreta,
Traz o amor aos ilhéus,
Traz amor à terra preta,
E um milagre dos céus.

Meus versos são tuas flores
Que queres dar a Maria
Mãe dos queridos Açores
Mãe de tanta Romaria.

Meus versos têm leves cores
P'ra se ver com distinção
O maior dos teus valores
Teu AMOR e DEVOÇÃO.

Rosa Silva ("Azoriana")

índice temático: ,
publicado por Azoriana às 14:20
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nota de abertura

Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos, já publicados no blog original "Azoriana / Açoriana".
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.
in DI Domingo. Foto de António Araújo

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