Sábado, 6 de Julho de 2013

08/09/2012. Discurso de apresentação da Festa da Serreta 2012

08/09/2012. Discurso de apresentação por Rosa Silva
Construção da história da Serreta, da ilha Terceira e dos Açores

 

O Santuário, a Sociedade Filarmónica, o Império, serviços e instituições, a natureza e as gentes (romeiros, peregrinos e nomes de toda a parte) são os pilares da construção da história da Serreta, da ilha Terceira e dos Açores.

Cada palavra escrita ou falada, cada ato solene, cada toque musical, cada donativo, cada promessa, cada pétala depostas com coração e fé junto ao Altar de Maria, nossa Mãe padroeira, são murais de fidelidade ao culto religioso que assenta muito bem neste verde de esperança voltado para o mar anil acinzentado pelo firmamento que traz tantos filhos emigrados, que saíram à procura de sustento. O milagre está sempre na lembrança e no coração que levam ao retorno à festividade maior da devoção ao que é sagrado.

Tudo se repete neste ano comemorativo dos 150 anos de existência como freguesia legal. De 1 de janeiro de 1862 até hoje, sábado, desta segunda semana de setembro de 2012, os caminhos percorridos, a pé ou utilizando qualquer tipo de transporte, tiveram um único motivo: honrar a Mãe. Uma Mãe que tem vários atributos é adorada em inúmeras igrejas, mas aqui, no Santuário serretense, tem uma tónica especial: é a Mãe dos Milagres, cuja origem permanece de geração em geração, fortalecendo tudo o que vem do passado, assente no presente e voltado para o futuro.

Por isso, em nome da Comissão das Festas da Serreta de 2012, constituída por Dimas Romeiro, Dora Pavão, Eva Silveira e Rogério Valadão, junto com seus familiares, amigos e tantos colaboradores da freguesia e de outras freguesias, presto a sincera homenagem aos antepassados, a todos os que aqui estão, aos que não puderam vir, aos emigrantes, aos peregrinos, aos que riem, aos que choram, aos que vieram por vir, aos que sofrem, aos felizes, aos que deram o seu contributo pessoal (ou institucional) para que a festa tivesse o brilho desejado.


A todos, todos, desejo muito Amor e proteção da Padroeira e do seu filho Jesus, que nunca se ausenta de qualquer culto religioso a favor da sua Mãe. Está-lhe nos braços, esteve no ventre por graça plena e está connosco, os que creem.

Eu creio, adoro, espero e amo tudo o que se faz por este berço natal e natural. Sobretudo creio na Mãe Maria e na que me foi doada e me dá, também, a maior felicidade de estar perante vós num abraço total, apresentando o concerto da Filarmónica Recreio Serretense, fundada em 1873, a mais antiga em atividade, na abertura da Festa; o fogo preso; a Procissão solene orientada pelo nosso Reitor, pároco Manuel Carlos Sousa Alves; a tourada da Praça da Serreta, na próxima segunda-feira tradicional; o bodo de leite comemorativo d0 tricinquentenário da freguesia na terça-feira, bem como a procissão de Santo António; a tourada na estrada corrente, na quarta-feira e as atuações noturnas num apelo à vossa presença.


Aqui faço um parenteses para prestar todas as honras a duas pessoas que foram incansáveis na concretização do espetacular Bodo de leite. São eles: César Toste, da Vila das Lajes, e Paulo Gregório, residente na Serreta. O primeiro concebeu o projeto ao pormenor com todo o seu empenho, dedicação e devoção e o segundo executou-o magnificamente com profissionalismo e altruísmo. Muito obrigada, mesmo! Um e outro, ajudados pelos mordomos, seus familiares e alguns voluntários, fizeram o que não lembro de ver nesta rua.


Aguardemos pela terça-feira de  manhã e repetição à noite, pelo cortejo comemorativo dos 150 anos da história serretense.

Peço-vos, então, que Vivam a Festa! Usufruam deste arraial de magia. Façam tudo por Ela, a nossa Mãe e sejam bem-vindos a este Altar do Mundo com a:


Estrela da Romaria!

 

Ó Serreta de Jesus
De Maria e de José
E da musa que conduz
Cantares da minha fé!

Ó Serreta, tua luz
Brilha de frente ou ré
E pró bem sempre seduz
Quem lá vai mesmo a pé!

Ó Serreta de louvores,
A Rainha dos Açores,
Altar da Doce Maria...

Pura de Graça Divina,
Virgem Santa cristalina,
Estrela da romaria!

Rosa Silva ("Azoriana")

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publicado por Azoriana às 07:24
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Domingo, 6 de Janeiro de 2013

Serreta com 150 anos de História. Breve apontamento

Vários autores, como o Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade, Francisco Ferreira Drumond, Luís da Silva Ribeiro e Pedro de Merelim referiram-se ao historial da Serreta e à sua Senhora dos Milagres. Alguns atribuem o início deste culto popular ao séc. XVI, outros aludem o ano de 1690.


Isidro Fagundes Machado (*1651 +1701), sacerdote católico e eremita, foi o fundador do culto da Senhora dos Milagres da Serreta, que associado aos novos critérios de higiene que faziam aconselháveis os ares de montanha, levou a que a região se afirmasse como zona de veraneio e de cura de ares para a aristocracia angrense, atraindo mais povoadores e fixando gente propagando a devoção mas mudando para a paróquia das Doze Ribeiras.


Em 10 de setembro de 1842, a imagem foi novamente mudada da freguesia das Doze Ribeiras para o curato da Serreta e a primeira missa foi presidida pelo cónego Manuel Correia de Ávila. Com as peregrinações, com a primeira festa com toiros bravos a acontecer na segunda-feira, 10 de setembro de 1849, seguiram-se festividades de muita afluência populacional até à atualidade.


O bispo de Angra, D. frei Estêvão de Jesus Maria, por provisão de 24 de dezembro de 1861, promoveu a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres. Assumiu o múnus de vigário da nova freguesia o reverendo José Bernardo Corvelo, até ali cura do lugar. A criação da freguesia e paróquia teve início em 1 de janeiro de 1862, com decreto do rei D. Pedro V de Portugal datado de 16 de outubro de 1861 e contou com o apoio do então secretário-geral, no exercício de governador civil, Jácome de Bruges e da Edilidade que muito se interessaram por esta elevação da Serreta, incorporando a Fajã, que foi desligada da paróquia dos Altares, até ao Penedo além da Ribeira das Catorze, “por ter para isso as proporções necessárias, com grande população, boa igreja para servir de matriz, excelente passal para residência do vigário, grande abundância de água, vastidão e fertilidade de terreno, e ser um lugar mui distante da freguesia de S. Jorge das Doze Ribeiras”, conforme acórdão de 3 de abril de 1861, com parecer positivo da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, enviado à consideração régia.

Em 19 de abril de 1895 foi o lançamento da primeira pedra de nova igreja, em solenidade presidida pelo bispo D. Francisco José Ribeiro Vieira e Brito, no lado oposto ao império do Divino Espírito Santo, cuja obra teve a duração de doze anos. Em 31 de agosto de 1907, sábado, em cerimónia, foi aberta ao culto com o Pe. José Leal da Silva Furtado (Serviu de setembro/1906 a dezembro/1925).


A 6 de maio de 2006 o Templo recebeu o estatuto canónico de Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres, por decisão do bispo de Angra, D. António de Sousa Braga e com cerimónia no dia seguinte. É Reitor do Santuário o pároco Manuel Carlos Sousa Alves.

Outros pontos de destaque na freguesia são principalmente o Miradouro da Ponta do Queimado, o Império do Espírito Santo, a Sociedade Filarmónica Recreio Serretense (desde 4 de dezembro de 1873, com estatutos aprovados em 31 de agosto de 1935), as forças vivas e o património natural: Mata da Serreta, a Lagoinha, o Pico da Serreta e toda a natureza que revigora no verão com o colorido humano.


Por tudo isto apetece-me mimar a airosa Serreta com umas quadras:


Serreta, serra pequena,
Uma flor posta no altar
Um lírio na paz serena
Que borda cada olhar.


A Serreta vos convida
Com a maior alegria
À Festa que dá guarida
A quem ama a freguesia.


Freguesia de louvores,
De fé e grande devoção,
Da Terceira dos Açores
Santuário de Oração.


Dos Milagres, Nossa Senhora,
Por tantos é visitada;
Humilde na sua aurora
Pelos devotos amada!


Rosa Silva (“Azoriana”). 09/2012

publicado por Azoriana às 17:09
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012

VIVA A SERRETA! (Programa da Festa 2012)

Cartaz 2012

 

FALAR DA SERRETA 1862-2012

VIVA A SERRETA


A Serreta vos saúda
Emigrante e residente
E quem sempre pede ajuda
À Mãe que é de toda a gente.



Serreta de alta colina
Que recebe com mais Amor
E dá a Graça Divina
A quem segue o seu Andor.



A todos os peregrinos,
Romeiros da Virgem Mãe,
Bem-vindos neste destino,
Que vos acolhe por Bem.



Viva, viva a Serreta,
Viva o seu rosto de fé,
E viva a silhueta
Que anima quem vem a pé!



Rosa Silva (“Azoriana”)


In

Falar da Serreta

com imagens

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publicado por Azoriana às 08:07
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

Uma sugestão para a freguesia da Serreta, do concelho de Angra do Heroísmo

idealizado por Azoriana

Pode ser uma aposta
Que criei e fica exposta
Para quem quiser usar;
Convém dar o luzimento
À marca deste momento
Que ela está a atravessar.

A Serreta freguesia
Merece a cortesia
E todo o nosso empenho;
Não a deixem ficar mal
É uma flor de Portugal
Uma pétala que desenho.

Para que não se esqueça
Que se fixe à cabeça
Este momento festivo;
De certeza que não virá
Para quem hoje está cá
Data de igual motivo.

Um brinde aos serretenses
E a Festa não dispenses
Nesta boa ocasião;
Elevemos o estandarte
Que leva a toda parte
O archote do Brasão!

Rosa Silva ("Azoriana")

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publicado por Azoriana às 17:30
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nota de abertura

Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos, já publicados no blog original "Azoriana / Açoriana".
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.
in DI Domingo. Foto de António Araújo

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