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Serreta - Angra do Heroísmo

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! 09/04/2004. Terceira - Açores

Serreta - Angra do Heroísmo

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! 09/04/2004. Terceira - Açores

04
Set13

Há escritos sobre a Serreta

Azoriana

Açores

Nossa Senhora dos Milagres mobiliza fé da Ilha Terceira

 

Motivados para pagar promessas ou simplesmente por fé, quase sete mil peregrinos, de toda a Ilha Terceira, caminham a pé, muitos deles descalços, para a freguesia da Serreta, para agradecer a Nossa Senhora dos Milagres.

 

“Venho com fé pagar uma promessa”, diz Filipe Mendes, 28 anos, carteiro, que confessa “todos os dias quando salto para a moto, a fim de distribuir o correio, benzo-me e acredito que existe algo superior a nós”.

 

Os grupos de peregrinos lembram as ondas e marés que dão à costa, mesmo junto à estrada do litoral da ilha, que percorrem para chegar ao maior e mais importante centro mariano dos Açores para pagar promessas feitas em horas de aflição ou simplesmente para orar.

 

Alguns fazem a sua “caminhada da fé” por estradas do interior, e quer num ou noutro caso há quem percorra perto de quarenta quilómetros.

 

Um habitante da vizinha freguesia das Doze Ribeiras vai, do muro da sua casa, incentivando os caminhantes informando-os que “ainda faltam uns quatro quilómetros, mas são bem crescidos”. Quer dizer, são quase cinco quilómetros e antes de se avistar o Santuário “ainda há uma ladeira inclinada o bastante” a exigir um último e decisivo esforço de fé e devoção.

 

É esta “onda” que leva o pároco da freguesia, Manuel Carlos, a considerar que “quase toda a população é tocada pela Senhora dos Milagres o que a torna quase na padroeira da ilha, pelo menos em termos afetivos”.

 

Os peregrinos resguardam o motivo por que vão pagar as promessas, a maioria “por questões pessoais”, embora também caminhem aqueles que prometeram pelos amigos. Partindo da freguesia da Ribeirinha, distante quase trinta quilómetros e a três horas e meia do Santuário, José Melo de 34 anos, foi pagar uma promessa “por um amigo que teve um acidente em que ficou muito mal”, mas agora já se encontra melhor, “porque a fé também o ajudou”, diz convicto.

 

Observam-se, ao longo do percurso, pessoas idosas, jovens e até casais com filhos bebés que são transportados nos seus próprios carrinhos de alcofa. Muitos deles prosseguem por todo o trajeto concentrados em rezas e orações, não obstante o aparecimento da chuva e da elevada humidade que se faz sentir.

 

Para a eventualidade de qualquer desfalecimento físico ou problemas de bolhas nos pés, os peregrinos são assistidos nos diversos postos, fixos e móveis, disponibilizados pelas Juntas de Freguesia, Proteção Civil, Bombeiros Voluntários e Cruz Vermelha.

 

Miguel Azevedo, 33 anos, faz este percurso pela primeira vez “pelo desafio físico, para pagar uma promessa, mas também por existir um certo misticismo em torno desta veneração”. Diz-se um “homem de fé” que define como sendo “um entendimento próprio que cada um pode ter sobre algo que é superior a nós”.

 

Igualmente Mónica Seidi, 24 anos, estudante de medicina, caminha “para pagar uma promessa” mas, como tem “bastante fé”, sublinha que “iria de qualquer das formas”.

 

Ou André “de idade incerta mas seguramente mais de 50 anos”, que já fez por diversas vezes o caminho da “minha ligação à Senhora da Serreta” e que lá torna para confirmar que “ainda amo e também sou amado”, finaliza sorrindo.

 

Luísa Pimentel, de 38 anos, ainda que tenha fé, faz o percurso porque gosta de caminhar e este ano em solidariedade com a amiga e familiar Marina Pimentel, 31 anos, que “vai agradecer o que pediu porque se cumpriu”.

 

Esta “fé é uma confiança plena e absoluta em Deus”, segundo o padre Manuel Carlos, que a vê desenvolver-se “em termos mais genuínos e puros nos grandes apuros da vida”. “Quando o homem se dá conta de que as suas forças, o seu saber é pouco para fazer face aos desafios que se lhe apresentam, é aí que se lança nos braços de Deus, confiante que será Ele a suprir aquilo que o ser humano não é capaz”, explica.

 

O pagamento das promessas é feito, para além da oração, em dinheiro ou velas, que chegaram a ser tantas - no passado o anterior pároco pediu para não levarem mais - que obrigou à construção de um “candelabro no exterior do templo” (como em Fátima) onde todo o ano há círios acessos.

 

 “A tradição das velas”, lembra Manuel Carlos, “é antiga, do tempo em que não havia eletricidade”, servindo então a luz das velas para alumiar o espaço sagrado e todos os atos religiosos. Para o pároco, o mais importante “é o que vai no coração de cada um”. O agradecimento em dinheiro para o culto, vela elétrica no lampadário, vela de cera ou uma simples oração, tanto faz desde que “seja com fé”.

 

Manuel Carlos diz saber que “há cada vez mais jovens a participar nesta manifestação”, o que o faz acreditar que “a fé esteve, está e continuará a estar presente, numa relação direta entre Deus e cada um de nós”. “Agora manifestam essa fé de maneiras diferentes daquilo que eram outros tempos e querem outras formas de expressão da religiosidade, outras linguagens que usam e outros atos que praticam e que nós respeitamos”, garante Manuel Carlos.

 

A origem

 

O início do culto à Nossa Senhora dos Milagres na Serreta não está completamente esclarecido em termos históricos, mas dados do “Almanach Açores” situam-no no século XVI “quando um piedoso sacerdote para ali se retirou vítima d’uma injusta perseguição”.

 

O padre, hoje identificado, por fontes históricas da genealogia, como sendo Isidro Fagundes Machado terá escolhido como refúgio “aquele ermo lugar, numa atitude de puro anacoreta, na sequência de uma visão proporcionada por Nossa Senhora”.

 

O padre Isidro Fagundes, segundo os registos de batismo e óbito, nasceu na freguesia de Santa Bárbara na ilha Terceira no ano de 1651 e morreu em 1701 na freguesia da Serreta junto da imagem da virgem e da pequena capela que erigiu na sequência do seu eremitério. Depois da sua morte a imagem, onde já acorriam muitos populares para a venerarem, foi retirada para a Igreja da freguesia das Doze Ribeiras, porque os Romeiros, devido ao relativo abandono em que se encontrava a capela, praticavam ali atos pouco edificantes.

 

Mais tarde em 1762, depois da notícia da entrada das tropas espanholas em território continental português, os oficiais da guarnição local “prometeram à Virgem festas solenes se a ilha Terceira não fosse atacada”. Assinada a paz, os peticionários, que ficaram conhecidos como “escravos da Senhora”, lavraram um termo reafirmando aquele voto, em 11 de Setembro de 1764, “numa cerimónia solene e de elevada piedade”.

 

Porém, só em 1772 se acordou na reedificação da ermida da Serreta, mas apenas em 1818 o general Francisco António de Araújo “com dinheiros do Estado e donativos do povo” começou a sua construção “que não se concluiu devido às perturbações políticas daquela época”.

 

A Igreja do Curato da Serreta, orago de Nossa Senhora dos Milagres, viria a ser concluída em 1842, data em que foi transladada a imagem original levada pelo padre Isidro Machado.

 

Mais tarde, a 2 de Julho de 1847, tomou conta do Curato da Serreta Francisco Rogério da Costa, que ali se manteve por cinco anos, período em que lançou as bases da transformação da Ermida na Paróquia, criada a 16 de Outubro de 1861 por um decreto do Bispo D. Frei Estevam, que principiou a funcionar a 1 de Janeiro de 1862.

 

Com o aumento da população daquele local voltado a sudoeste e com a serra da Serreta, que lhe deu o nome, localizada a Norte, com a chegada sempre crescente de um maior número de romeiros e peregrinos o templo tornou-se pequeno para os acolher. Foi então iniciada, com o lançamento da primeira pedra a 29 de Abril de 1895, a construção de uma nova Igreja, que serve atualmente ao culto na freguesia.

 

Paralelamente aos atos religiosos decorreu um programa que incluiu arraiais, bailes e a tradicional tourada à corda, que “obrigaram” a um dia de tolerância de ponto, celebrado ontem (15 de Setembro), conhecido pela segunda-feira da Serreta e que é vivido por toda a ilha Terceira.

 

João Aranda e Silva (Lusa)

16.09.2008

 

 

Artigo in http://www.snpcultura.org/vol_Nossa_Senhora_Milagres_terceira.html.

Imagem in "Diário Insular"

23
Abr12

Sobre o lançamento do livro de Liduino Borba - "1958 - Tragédia na Serreta"

Azoriana

Ponta Delgada , 21 de Abril de 2012 in www.azores.gov.pt

Agenda do Governo Regional dos Açores para 22 e 23 de abril

DOMINGO, DIA 22:

16H00 - O Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, está presente, em representação do Presidente do Governo, no lançamento do livro 1958 Tragédia na Serreta, da autoria de Liduino Borba.

Local: no salão da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, na Serreta.


Apraz-me registar, com efeito, que este dia foi mais um marco histórico para a freguesia da Serreta e decorreu da melhor maneira possível com a apresentação do livro e com as palavras proferidas pelos membros da mesa, muito bem decorada.

Na mesa de honra, estavam presentes, para além do representante do Presidente do Governo Regional, Dr. Álamo Meneses, que fez o discurso final, o apresentador do livro, Ildeberto Rocha, o autor do livro, Liduino Borba, o presidente da Junta de Freguesia da Serreta, Sérgio Cardoso, o presidente da Sociedade Filarmónica, Emanuel Coelho e eu, Rosa Silva, que a convite de Liduino Borba escrevi o prefácio do livro.

GACS


Eu tinha o "discurso" preparado, por escrito, mas por um contratempo não levei o papel comigo. Fiz uma espécie de improviso, sem quadras nem rimas, mas sentido.

As palavras proferidas pelo Dr. Álamo Meneses foram do melhor, para o momento, e apreciei imenso. No blog "Notícias dos Açores" podemos captar alguns tópicos do mesmo, entre outros sítios que divulgam a efeméride:

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar manifestou hoje, na Serreta, ilha Terceira, a satisfação do Governo Regional por, “um pouco por todas as ilhas”, editores privados estarem a contribuir para “fixar a memória nossa colectiva”.

Depois teve lugar a atuação da Filarmónica Recreio Serretense que nos encantou com suas melodias e passo-dobles, iniciando com o Hino da Filarmónica e finalizando com o Hino de Nossa Senhora dos Milagres, também cantado por Hernâni Silveira e Helena Costa.

"Senhora da Serreta, rogai por nós!" é o lema que enfeita as alegrias e/ou tragédias de um tempo que se faz tempo.

Bem-haja a todos os que contribuem para a cultura e história da freguesia, da ilha e da Região Autónoma dos Açores.

Rosa Silva ("Azoriana")

05
Abr11

Versos que a Chica Ilhéu me ofereceu e declamou no dia do lançamento do meu livro

Azoriana

O teu livro acabei de ler,
E dele muito gostei,
É fruto do teu saber
Disso nunca duvidei!

"Serreta na intimidade",
Foi o título escolhido,
Nele sente-se a saudade
O nome tem seu motivo!

Dos poemas lá escritos,
De todos o que mais gostei,
Embora todos bem bonitos
Um, deles eu destaquei!

"VERSOS DE MÃE" Salvam vidas...
Dizes no teu poema
Rimas nessas linhas queridas
A tua dor e dilema!

Do BODO falas também,
Da Senhora e Procissão,
Mas sem nunca esquecer a Mãe
Que trazes no teu coração!

Dedicaste ao Alfenim,
Umas rimas com Louvor,
Falaste do teu cantinho
Com muito carinho e amor!

Serretense que se preza,
Tem sempre muita devoção,
Trabalha, festeja e reza,
Com a freguesia no coração!

A os amigos dedicaste,
Umas rimas ao teu jeito,
E se às vezes não rimaste
Nem tudo sai a preceito!

Não esquecendo a Cidade
De Angra do Heroísmo,
Com palavras a rimar
Falaste no Patriotismo!

Nestas minhas quadras singelas,
Deixo a minha admiração,
Deixo um abraço apertado
Do fundo do meu coração!

A Amizade é o maior bem,
Que o Ser Humano pode ter,
Assim o faço também,
E penso bem merecer,
Um abraço te quero dar
E, dizer-te: -"PARABÉNS!"
Pelo livro que vais lançar
Que vivas por muitos anos!


CHICA -24-3-2011, in "Chica Ilhéu"

05
Abr11

Serreta na intimidade - o texto de Luís Nunes, o apresentador do espectáculo de lançamento do meu livro

Azoriana

Depois de lido um poema da autora de “Serreta na intimidade” em que espelha bem o que significa para ela este dia, vou apresentar-me Chamo-me Luís Nunes e é com muita alegria (e até orgulho) que me associo a um dos dias mais importantes da Vida de Rosa Silva. A minha função será a de apresentador do que aqui irá acontecer esta noite e também de ler alguns poemas que fazem fazer parte do livro e também que rebusquei dos muitos que a Rosa tem publicados On Line, é o caso do que acabei de ler...

A maior parte das pessoas, pelo mundo fora, conhece a Rosa Silva por Azoriana, “Terceirense das Rimas”, e conheceram-na como eu pela Internet, através do Blogue que é talvez a sua grande paixão.

Um dia eu, por brincadeira, resolvi criar um blogue, sem saber bem no que me estava a meter, o primeiro comentário que recebi de apreço e motivação foi da Rosa. Estando eu, na altura, a passar um momento difícil da minha vida, minha mãe estava em fase terminal, a Azoriana ia seguindo os meus posts, para quem não sabe posts são os artigos que editamos nos blogues, e identificando-se comigo no meu sofrimento, pois já tinha perdido a sua mãe e sabia o que eu estava a sentir. Estando eu no hospital na hora da visita ela telefona-me, convém realçar que até então só nos conhecíamos pelos blogues, solicitando permissão para ir-me visitar e conhecer a minha mãe. Claro que acedi. A curiosidade era muita. Gostei de a conhecer e a amizade, com altos e baixos, ficou até hoje. Juntos organizamos dois encontros de bloguers que baptizamos de “Encontro Bloguista da Ilha Terceira”. Quando a Rosa quis sair da organização dos encontros eles morreram! Faltou a força e teimosia dela para se ter coragem de levar em diante a iniciativa. Diga-se que é necessária muita coragem, porque depois da polémica que gerou o hino do bloguista, escrito pela Rosa e cantado pelo carocho, conjugado a um Power Point de má qualidade que eu fiz, que criou, talvez, a maior guerra escrita acontecida nos Açores entre Micaelenses e Terceirenses, não é fácil voltar a organizar um encontro. Imaginem que a Rosa, por causa desta batalha, ia quase desistindo do seu blogue.

Hoje, a Rosa realiza o sonho que acalentava há alguns anos de lançar um livro. Escolhe a terra que a viu nascer para o fazer, e inclui-me nas páginas do mesmo na perspectiva de bloguer e amigo o que muito me satisfez. Mas também me inclui nesta página viva da sua vida trazendo-me a esta Serreta, pela qual eu também nutro muita afeição, (não fosse eu devoto de Nossa Senhora dos Milagres), para que também possa render-me a esta homenagem de uma filha a três mães: Matilde, Nossa Senhora dos Milagres e à mãe Terra.


Luis Fagundes Nunes, de "Ideias e Ideais".
Leia-se, também, o artigo com os Versos que Luís Nunes me dedicou.
2 de Abril de 2011


Freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores

22
Jul09

"Serra pequenina", por Félix Rodrigues

Azoriana

Praticamente toda a gente que bloga (ou não) sabe que tenho (e sempre tive) um especial carinho pela freguesia natal - a Serreta. Engendrei uma página para ela e sempre que a inspiração solta um ar de sua graça, lá estou eu a rimar ou a prosar sobre a freguesia cuja população tende a decrescer. Mesmo que ausente dela há mais de vinte anos (porque resido na presente data no lugar de São Carlos), continuo atenta a tudo o que se diz, comenta ou produz sob o termo "Serreta", que quer dizer "Serra pequenina".

Precisamente hoje, 22 de Julho 2009, deparei com um poema que a canta melodiosamente. O seu autor é conhecido, é um amigo simpático, é detentor de um blog que não tem nada de «Desambientado» mas assim o intitula, é criador de belíssimos poemas, etc. Encantei-me com a surpresa. Peço licença para o (re)publicar no meu blog e espero que o seu autor fique feliz:

Serra pequenina

Os elementos dilaceram a terra
Coberta de pedra-pomes,
Burilando domos,
Enquanto criam veias profundas,
Onde a água é sangue que alimenta
Um corpo de laurissilva.

O nevoeiro corre,
Entre bermas ravinosas de ribeiras,
Num deflúvio da serra,
Que o aprisiona e liberta,
Ao ritmo dos dias e das noites
Ou do pulsar jovem de coração vulcânico.

Serreta,
Minha serra pequenina.
Menina, ribeira, ravina.
Lava, lavada,
Numa inspiração divina.


Félix Rodrigues

Angra do Heroísmo, 18 de Julho de 2009




















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nota de abertura

Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos, já publicados no blog original "Azoriana / Açoriana".
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.

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